A Vergonha de Ser Low Cost

Há uns anos atrás tive o prazer de assistir a uma conferência dada por Gerry McGovern (autor de Killer Web Content).

Ele contava como duas empresas de aviação comercial tinham tido hipótese de se posicionar como low cost. Uma delas recusou firmemente ser etiquetada como tal, apesar de o seu produto ser low cost. Esta empresa declarou falência uns anos depois.

Este exemplo inspirou-me para o artigo de hoje.

Na hotelaria portuguesa quantos hotéis têm vergonha de se assumir como “Cheap Hotel”? Na minha opinião muitos, se não quase todos. Mas será que há motivo para vergonha, ou será que estamos a ser preconceituosos?

Posicionar website nos motores de busca = Posicionar a sua marca no mercado

Existem muitas definições de marketing para Posicionamento, e todas elas se baseiam no mesmo conceito: estabelecer características do produto/serviço que o diferenciem e permitam a comparação pelo cliente.

Quando estamos a posicionar o hotel no mercado estamos a etiquetá-lo para que o cliente possa identificá-lo e mentalmente estabelecer uma hierarquia quando avalia várias opções para uma determinada necessidade.

Em relação aos motores de busca, a lógica é igual, etiquetamos o hotel com keywords que traduzem as características do produto. Permitindo que o cliente o encontre e consiga comparar as várias ofertas. O lado bom neste canal de distribuição é que podemos antever que terminologia os clientes utilizam fazendo pesquisa de keywords.

Low Cost, Cheap, Budget, Discount Hotel

Será que para a equipa de marketing de um hotel estes termos significam oferecer um produto de qualidade rasca, com quartos sujos, partidos, empregados mal dispostos e localização duvidosa, no qual têm vergonha de trabalhar?

Se acham que sim, então realmente existe preconceito. Tudo é relativo e tal como o posicionamento serve para comparar também estes termos assim devem ser utilizados.

Uma oferta etiquetada como Low Cost, Cheap Hotel, Budget Hotel ou Discount hotel é aquilo que o hotel quiser, ou seja, depende de como vendem o vosso produto, do que incluem ou não na oferta, das restrições temporais e contratuais quando comparado com os “ditos preços de balcão”.

Nos tempos que correm o céu é o limite e inovar é uma qualidade apreciada se no fim do mês se conseguir a receita esperada.

No meu site Não nas extranets SIM

O eterno conflito hotel/operador : “no site do meu hotel nunca, não quero ser identificado com a familia Low Cost. Mas um canal terceiro onde pago comissões de 12% a 40% em média pode vender o meu hotel nestas condições.”

Testem e vejam no google.com a lastminute em primeiríssimo lugar para “cheap hotels in lisbon”, uma página etiquetada como cheap hotel que oferece ao cliente todos os hotéis de Lisboa.

E quantos hotéis encontram directamente? No Google.com só encontrei a Pensão Atalaia nos primeiros 30 resultados.

Quão grande é o mercado Cheap Hotel

A procura para a terminologia “cheap hotel” é tentadora, mas não se esqueçam que devem equacionar também quão forte é a vossa concorrência.

Por exemplo, Cheap hotel(s) in lisbon representa em media 2.130 pesquisas mensais, para uma concorrência no Google de 917.000 páginas indexadas.

E desengane-se o hotel de cinco estrelas que considera que esta família não é a dele, pois termos como “cheap luxury hotels”, “luxury hotel deals”, “discount luxury hotels” são uma realidade na cabeça do cliente.

Pensem “out of the box” nesta terminologia, pois existem muitos termos derivados e concerteza podem encontrar um com que o vosso hotel se sinta confortável. Não se esqueçam porém é que esse termo deve estar na cabeça do cliente.

Outros posts: Planear com antecedência: A Páscoa antes do Natal

1 Comment for “A Vergonha de Ser Low Cost”

Joao

says:

É uma verdade insofismavel . Ainda existe alguns preconceitos quanto a este posicionamento no mercado.
Oportunidades perdidas.

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