Idiomas, Versões… o site em diversas línguas

Um site em diversas línguas permite uma maior exposição dos conteúdos em motores de busca especificos ou locais. Neste artigo sugere-se como organizar a sua Keyword Research e apontam-se 3 erros mais comuns na hotelaria nacional na abordagem de um site multi-língua.

Nos 10 passos em Keyword Research para SEO recomendou-se que a Keyword Research fosse feita para cada idioma, e assim deve ser feito. Cada estudo deve ser elaborado tendo em mente o que o produto hoteleiro tem para oferecer aos mercados geográficos que falam o idioma escolhido. É indispensável o conhecimento dos mercados geográficos e dos seus clientes.

Organizar a sua Keyword Research

Os idiomas mais comuns utilizados pelos hotéis em portugal são o português, espanhol, francês, inglês e alemão. Embora se vejam já outras variantes.

Quando planificar a sua pesquisa é essencial que una duas visões: que países falam este idioma e que países apresentam procura para o meu produto/destino etc… Pretende-se com isto alinhar o seu site com os seus objectivos de marketing para o conjunto de mercados geográficos alvo.

Por exemplo, para o espanhol, temos o espanhol falado por Espanha e o espanhol falado pelos países da América do Sul. Aconselha-se a que as pesquisas sejam feitas separadamente pois pode deparar-se com níveis de procura díspares e termos de procura igualmente distantes.
O mesmo para o Inglês, cujos termos britânicos são diferentes dos americanos, e de acordo com a realidade da sua unidade hoteleira poderá optar pela terminologia que melhor identifica a sua (potencial) clientela.

Passamos agora aqueles que são os 3 erros mais frequentes nos hotéis na abordagem dos sites multi-língua:

Conteúdos fantasma

Quando se opta por um site multi-língua o mesmo deve ser planeado por fases, e ir adicionando os idiomas ao mesmo tempo que temos os conteúdos disponíveis. Não deverá ser dada a opção de escolha ao cliente para o mesmo se deparar com páginas em branco ou em português, quando clica no idioma da sua preferência.

Conteúdos adaptados – Não às Traduções

Ultimamente muito se fala na aproximação ao cliente, em conhecer os seus gostos e hábitos. Muitos PMS e CRMs têm já funcionalidades que nos permitem criar perfis de clientes muito detalhados. Mas toda esta informação conjuntamente com o que é do conhecimento geral sobre os mercados turísticos parece não estar ainda transposta para a realidade do website.

O caso mais caricato que encontrei recentemente foi a tradução à letra de um pacote promocional, ora se em Portugal temos feriados em Junho e fazemos uma promoção para estes feriados, porque não chamar-lhe Bank Holidays em ingles?! Tradução impecável sem dúvida, mas não ajustada ao mercado… que me lembre no Reino Unido, Irlanda e outros países não existe o Dia de Portugal, nem o feriado municipal de Lisboa.

A promoção pode concerteza existir mas ser apelativa para a realidade dos mercados que nos propomos a servir. Poderia ser por exemplo Summer Celebration, entre muitas opções.

Metatags Únicas para identificar o idioma

A estrutura escolhida para alojar as diversas versões não tem implicações na identificação correcta das suas metatags, ou seja, quer optem por URLs diferentes, ou alojamento em directório sob o mesmo dominio, ou ainda sub-dominio a lógica de identificação das páginas deve ser a mesma.
Os campos: title, description, language e keywords devem corresponder ao idioma dos conteúdos daquela página.

Não esquecer que o cliente que procura no motor de busca e encontra o vosso site decide entrar ou não mediante a informação que encontra no title e no snippet dos conteúdos (o que pode ser a descrição ou um excerto do conteúdo da página).

Um website é um projecto dinâmico e sempre activo, desde que não ocorram falhas nas escolhas técnicas do inicio do projecto todas as alterações podem ser executadas mantendo o site actual, e melhorando o seu posicionamento e funcionalidades.

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