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Será o teletrabalho a nova oferta do Dia da Mãe?

As ofertas do dia da Mãe, do dia do Pai e em muitos casos também até as de dia São Valentim, são ofertas que existem porque sim, sem um público-alvo em mente ou um mercado que realmente exista. Surgem como momentos de comunicação para o vazio na esperança de despertar o interesse de alguém que ande às compras. Raramente tem esse efeito de estímulo de venda, no entanto todos os anos voltam à montra.
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2 minutos

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De norte a sul, do hostel ao hotel de 5 estrelas têm surgido as ofertas dedicadas ao teletrabalho, ao trabalhador remoto, ou ao mix de trabalho e férias (worktation). E as perguntas que se colocam serão sempre as mesmas:

  • Quem é o meu público-alvo?
  • Que características tem o meu público-alvo?
  • Que características tem a minha oferta que dão resposta a este público-alvo?
  • Que características tenho que são diferenciadoras aos olhos do cliente e valorizadas pelo mesmo?
  • É a minha oferta competitiva ou é um copy paste de todas as ofertas para este tipo de cliente?

Se olharmos para os vários conceitos podemos ver que há grandes diferenças na motivação de cada grupo, e das características de cada um – o único factor comum é o do seu trabalho poder ser realizado remotamente:

Workation – surge com o objetivo primordial de trabalhar a partir de um destino que pode explorar fora do seu horário de trabalho como se estivesse de férias. Podemos falar de períodos de semanas ou meses. Mas há sempre um retorno a casa e ao escritório findo esse período.

Teletrabalho/Trabalho remoto – Trabalhar a partir de casa, e/ou utilizar um espaço de co-working ou outro que sirva os mesmos propósitos. Freelancers, trabalhadores remotos (com contrato com a empresa – não são freelancers) ou micro empresas. Optam por espaços de co-working em detrimento de trabalhar exclusivamente a partir de casa, por questões de produtividade, rotina, networking, instalações para receber clientes. Espaços estes que têm a flexibilidade necessária e os custos inferiores ao aluguer de um escritório, podendo ser utilizados de forma contínua ou esporádica.

Nómada digital – aquele que faz do workation um modo de vida, explorando o mundo enquanto trabalha remotamente. Neste caso não há um retorno a casa definido.

Quadros superiores que nunca desligam – aqueles que já existem há tanto tempo como os smartphones e que vão de fim de semana ou de férias com a família sempre com o computador. Para durante esse tempo continuarem a trabalhar em relatórios, orçamentos, dar seguimento a reuniões ou resolver problemas de última hora. O segmento corporate em modo “férias”.

Voltamos ao início perguntando quem é o meu público-alvo? Que faixas etárias, em que áreas trabalha, é freelancer ou trabalhador por conta de outrem, quem paga o espaço?

O que valoriza e o que o motiva a visitar o destino e o espaço que estou a sugerir?
 
Só definido o público-alvo com bastante detalhe se conseguirá planear como alcançá-lo, comunicar com o mesmo e testar canais. Igual a qualquer outro nicho de mercado que queira adquirir diretamente.
 
 
 

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